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Nova Twins estreia no Rock in Rio: “sempre quisemos vir”

Por Projeto B News · · 2 min de leitura
Nova Twins estreia no Rock in Rio: “sempre quisemos vir”
Divulgação

A dupla britânica Nova Twins desembarca no Brasil pela primeira vez em setembro para dois compromissos. No dia 4, Amy Love e Georgia South tocam no Palco Mundo do Rock in Rio, ao lado de Foo Fighters, Rise Against e The Hives. No dia 6, a banda se apresenta no Cine Joia, em São Paulo, no evento “É Tudo Delas”, dividindo a noite com MC Taya e The Mönic.

Formada em Londres em 2014, a Nova Twins apresenta o terceiro álbum de estúdio, Parasites & Butterflies (2025). O disco amplia a mistura de punk, rap e metal que marcou o som do grupo. Em entrevista ao TMDQA!, as músicas falaram sobre o processo de composição do novo trabalho, inspirado na turnê de “Supernova”, a expectativa para tocar no festival e o significado de liderar uma noite com artistas mulheres em São Paulo.

Georgia South contou que o novo álbum foi um dos mais difíceis de escrever. Depois de dois anos em turnê com “Supernova”, a banda estava esgotada e sentia pressão. O tempo curto para compor também pesou. Agora, ao tocar as músicas ao vivo, ela diz que passou a enxergar o disco de outra forma. “Ele não carrega mais as memórias de como foi escrito. Isso tem sido curativo para mim”, afirmou.

Amy Love explicou que a banda não costuma escrever muitas músicas para depois selecionar. Elas são específicas e perfeccionistas, o que gera estresse. “Levar as músicas para o palco é a nossa parte favorita. É no palco que o público conhece a música, começa a cantar e a gente sente isso em tempo real”, disse.

Sobre o Brasil, Georgia disse que a dupla sempre quis vir ao país. “Quando descobrimos que íamos tocar no Palco Mundo, a gente gritou. É um sonho se tornando realidade”, afirmou. Ela contou que amigos que já tocaram por aqui descreveram o público como uma das melhores plateias do mundo, cheia de paixão e energia.

Amy Love espera que quem assistir ao show no festival consiga deixar as preocupações de lado e sinta um senso de comunidade. “Somos todos fãs de música e recorremos a ela em busca de conforto. Se alguém puder sentir que teve uma boa noite, é tudo que a gente pode pedir”, disse.

Sobre o show em São Paulo, Georgia destacou a importância de reunir artistas de cenas diferentes em um line-up feminino. “A gente se sente meio deslocada, meio underground, e é aí que o mundo comercial busca inspiração. Vai ser uma noite poderosa, com gente de mente aberta que só quer se divertir”, afirmou.

A dupla também comentou a possibilidade de tocar com o Bring Me The Horizon no dia 5, mas a agenda não permitiu. “A gente precisa sair no dia do show deles para São Paulo. Amamos o Bring Me e não os vemos há um tempo, teria sido legal”, lamentou Amy.

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