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Alanis Morissette critica rótulo de "mulher raivosa" no início da carreira

Por Projeto B News · · 2 min de leitura
Alanis Morissette critica rótulo de "mulher raivosa" no início da carreira
Crédito: reprodução

Alanis Morissette comentou, em entrevista ao podcast Talk Easy with Sam Fragoso, sobre o rótulo de “mulher raivosa” que recebeu no início da carreira. A cantora canadense, hoje com 52 anos, afirmou que o “olhar masculino” da época não conseguia assimilar a expressão de raiva feminina em suas músicas.

O marco dessa trajetória foi o lançamento de “You Oughta Know”, primeiro single do álbum “Jagged Little Pill”, de 1995. A faixa, que retrata um término de relacionamento de forma visceral, enfrentou resistência da própria equipe da artista. Segundo Alanis, ninguém queria lançar a música inicialmente, pois “morriam de medo daquela canção”.

Na época, a revista Rolling Stone chegou a descrevê-la em uma capa como “mulher branca raivosa”. O rótulo refletia a dificuldade da indústria e do público em compreender mulheres que expressavam abertamente sentimentos como a raiva.

A cantora explicou sua escolha: “Eu aceito a raiva como a primeira nota da música”. Ela temia que, se lançasse primeiro canções como “Ironic” ou “Hand in My Pocket”, o público não aceitaria depois ouvi-la com raiva. “Porque o olhar masculino da época não conseguia assimilar isso”, disse.

Apesar do medo da equipe, a aposta deu certo. “You Oughta Know” chegou ao sexto lugar na Billboard Hot 100 e rendeu a Alanis dois prêmios Grammy: Melhor Canção de Rock e Melhor Performance Vocal de Rock Feminino. O sucesso do single e do álbum a levou ao estrelato internacional.

Legado da canção

A influência de “You Oughta Know” atravessou décadas. A canção foi regravada por artistas como Britney Spears e Beyoncé. Também ganhou novas versões ao vivo ao lado de nomes como Taylor Swift, Demi Lovato e Pink, reforçando seu lugar como uma das composições mais emblemáticas da música internacional.

A cantora afirmou que preferiu “surgir sendo talvez mal interpretada, talvez reduzida, mas começando com uma nota intensa”. A escolha, que não foi popular internamente, consolidou sua identidade artística e marcou a história do rock alternativo dos anos 1990.

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