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Crítica: Cidade das Lápides, de Junji Ito, encanta fãs

Por Projeto B News · · 2 min de leitura
Crítica: Cidade das Lápides, de Junji Ito, encanta fãs
Sobrecapa. | Foto: Rafael Brito/JBox

A coletânea "Cidade das Lápides", de Junji Ito, reúne onze contos publicados originalmente entre 1994 e 1997. A obra foi lançada no Brasil pela editora Pipoca e Nanquim e oferece uma visão do início da carreira do autor, com um traço menos refinado, mas ainda assustador.

O conto que abre o livro, também chamado "Cidade das Lápides", apresenta uma cidade cheia de lápides. A história começa de forma direta, sem muita introdução, e o leitor precisa confiar no ritmo narrativo de Ito. A trama brinca com a percepção do que acontece após a morte.

Em seguida, a coletânea traz histórias mais curtas, como "Casa dos Camaradas", "Garota-Lesma" e "A Janela Vizinha". Algumas terminam de forma abrupta, sem um desfecho claro. Em "A Janela Vizinha", a premissa é interessante, mas a história acaba de repente. Já "Casa dos Camaradas" e "Garota-Lesma" não se preocupam em dar um final feliz.

Os temas de criaturas horrendas aparecem com destaque. Em "Encalhe", um animal marinho aparece na praia. Em "Antepassados", o final é descrito como assustador, especialmente para mulheres.

A partir de "Um Longo Sonho", Ito usa o horror para tratar de medos reais. Esse conto fala sobre o medo da morte e a dificuldade de entender a eternidade. "Estátua de Bronze" aborda vaidade, inveja e fofoca. "Papilhos" faz uma analogia sobre sentimentos reprimidos.

Para quem acompanha as publicações da Pipoca e Nanquim, é possível notar a evolução do traço de Ito. Nos contos dos anos 1990, o desenho é mais rústico, o que, segundo a análise, torna os momentos ainda mais assustadores.

A edição nacional inclui sobrecapa, marcador de páginas e cards. As fotos foram feitas por Rafael Brito e mostram detalhes da publicação, como a lombada, as orelhas e páginas de conteúdo extra.

O texto é uma resenha baseada no material cedido pela editora para divulgação. O autor é responsável pelo conteúdo, que não reflete necessariamente a opinião do site JBox. O site participa do programa de parceria da Amazon e pode ganhar um valor com compras feitas pelos links.

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