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RANCORE expande raízes e abraça imprevisibilidade em “BRIO”

Por Projeto B News · · 2 min de leitura
RANCORE expande raízes e abraça imprevisibilidade em “BRIO”
Foto: RANCORE, capa do álbum "BRIO"

Depois de 15 anos de espera, o RANCORE está de volta com um novo álbum de estúdio. “BRIO”, lançado pela Balaclava Records, apresenta 10 faixas inéditas e marca uma nova fase para o quinteto, que optou por não revisitar o passado.

O grupo, formado por Teco Martins (vocal), Candinho Uba (guitarra), Rodrigo Caggegi (baixo), Gustavo Teixeira (guitarra) e Ale Iafelice (bateria), se reuniu após um longo período afastado. Durante esse tempo, os músicos seguiram caminhos distintos, acumulando novas experiências que agora aparecem nas composições.

O disco é o mais curto da carreira da banda, com 31 minutos de duração. A sonoridade cresce a partir da base do Hardcore e incorpora elementos de Psicodelia, Noise Rock, Post-Punk e New Wave. A produção é de Guilherme Chiappetta, com mixagem de Daniel Pampuri.

O trabalho começa com “TEORIA DO CAOS”, que aborda a imprevisibilidade e a falta de controle. Em seguida, “EU QUERO VIVER” traz um tom de urgência e sobrevivência, com versos que falam em “luz que não se apaga”.

O álbum também reserva surpresas. “PRECIOSAS CORES” flerta com uma estética dançante e retrô, enquanto “A NASCENTE” é uma homenagem de Teco para sua filha Aurora. Já “SEXO SELVAGEM” foi a primeira composição criada no reencontro do grupo e concentra a energia inicial da retomada.

Outras faixas como “CARA DE LOUCO” e “UNHAS E DENTES” exploram a autenticidade e a jornada interior. O momento mais introspectivo fica por conta de “VALSA DO IMPREVISÍVEL”, um dueto de Teco com sua esposa que trata do fluxo natural da vida. “CORDÃO DE OURO” traz Teco dividindo os vocais com o baixista Caggegi em uma reflexão sobre conexões humanas.

O encerramento fica com “EXPANSÃO”, que une as raízes do Hardcore à maturidade atual do grupo. A faixa fala sobre libertação de amarras e encerra o disco com a ideia de transformação constante.

O resultado é um trabalho que alterna momentos de peso e pausa, sem perder a identidade da banda. “BRIO” não é um exercício de nostalgia, mas uma expansão do som do RANCORE para o presente. A avaliação é de 5 de 5 estrelas.

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