Corey Taylor: 10 discos que mudaram sua vida

Corey Taylor, vocalista do Slipknot, é uma das vozes mais marcantes do Heavy Metal nas últimas décadas. Além do trabalho na banda, ele se destacou com o Stone Sour e em carreira solo, construindo uma identidade artística intensa e versátil na música pesada.
Antes de se tornar um grande nome do gênero, Taylor foi influenciado por diversos artistas e discos. Em entrevista à Metal Hammer em 2011, ele revelou que suas referências incluem nomes do rock e do metal, além de trabalhos de estilos bem diferentes.
Clássicos como Powerslave, do Iron Maiden, e Master of Puppets, do Metallica, aparecem ao lado de álbuns de Led Zeppelin e Depeche Mode. A seleção também mostra um lado menos óbvio do vocalista, com espaço para artistas como Ray LaMontagne e outras surpresas.
Confira os dez discos que mudaram a vida de Corey Taylor e os comentários do vocalista do Slipknot sobre essas obras.
Iron Maiden – Powerslave
“O primeiro álbum que ganhei de Natal foi o ‘Powerslave’. Era antes dos vales-presente, então pedi para minha avó me levar para comprar música e ela me comprou esse e o ‘Girls, Girls, Girls’ do Mötley Crüe em fita cassete. Eu já sabia, antes mesmo de chegarmos à loja, que precisava ter o Iron Maiden.”
Iron Maiden – Somewhere In Time
“Algo do Pink Floyd chegaria perto, mas eu sempre volto para ‘Somewhere In Time’. Eu comprei o álbum, peguei a capa dupla e tirei a pintura inteira para poder ver todas as referências a Blade Runner, e tem tanta coisa para absorver que devo ter ficado olhando por pelo menos uma hora.”
Amen – Amen
“Aquele álbum é foda demais! Lembro quando saiu – eu tinha acabado de comprar um CD player para o meu carro velho, tínhamos três dias de folga na turnê do Slipknot e eu finalmente pude dirigir meu carro. Consegui fazer aquele carro velho andar muito mais rápido do que deveria, ao som daquele álbum.”
Quiet Riot – Quiet Riot III
“Esse foi o primeiro álbum que comprei que me fez pensar: ‘Ai!’. Eu adorei ‘The Wild And The Young’, então achei que seria incrível, mas foi simplesmente muito estranho.”
Ray LaMontagne – Trouble
“Tão. Incrível. Eu idolatro esse cara. Não tem uma música ruim sequer aqui. Compor no violão é o que eu amo fazer e esse álbum está cheio de músicas incríveis que me deixam puto por não ter sido eu quem escreveu.”
Slipknot – Slipknot / Stone Sour – Audio Secrecy
“Tenho muito orgulho de tudo o que fiz, mas se tivesse que escolher, diria o primeiro álbum do Slipknot e o ‘Audio Secrecy’. Eles representam extremos opostos do meu trabalho. O primeiro álbum do Slipknot é puro caos; o álbum do Stone Sour é uma exposição da alma.”
Metallica – Master Of Puppets
“Sem dúvida, este é o álbum de excelência do metal. O Metallica tem melodia e riffs ferozes em abundância, e cada riff, cada vocal, cada batida de bateria, cada performance, cada segundo desse álbum é simplesmente perfeito. Do começo ao fim, provavelmente está entre os meus dois álbuns favoritos de todos os tempos.”
Led Zeppelin – Physical Graffiti
“Não acho que eu gostaria de um álbum tocando no meu funeral, seria muito longo, mas sempre quis ‘In My Time Of Dying’ do Led Zeppelin. É tão multidimensional e passa por tantas reviravoltas, e acho que não recebe o reconhecimento que merece por ser tão incrivelmente linda. É uma música matadora: os slides de guitarra e a batida do Bonham são implacáveis!”
Depeche Mode – 101
“O primeiro álbum que ouvi enquanto transava foi um álbum ao vivo do Depeche Mode. Foi logo depois do lançamento e eu estava namorando uma garota que era muito fã deles. Eu também gostava, mas aquele álbum – ou talvez tenha sido o sexo – me fez virar fã de vez. Depois dessa, me considero fã do Depeche Mode! Haha!”
The Cast Of Les Misérables – Les Misérables: The Dream Cast In Concert
“É um conjunto de dois discos e vem de um dos meus musicais favoritos. Eles escolheram a dedo as pessoas que melhor interpretaram os personagens para celebrar o 10º aniversário do espetáculo e é fantástico. Coloquei numa playlist no meu iPod e vou sentar e ouvir tudo do começo ao fim.”


