Academia da Berlinda celebra 10 anos de ‘Nada Sem Ela’ no Doce Maravilha

A Academia da Berlinda se apresenta no festival Doce Maravilha com o show especial de dez anos do álbum Nada Sem Ela. A banda pernambucana sobe ao palco acompanhada pela cantora Louise, filha de Chico Science, que participou da faixa "Dorival". O som do grupo é marcado por uma mistura de cumbia, ritmos latinos e percussão.
A apresentação, intitulada "10 Anos de Nada Sem Ela com Louise", está marcada para o dia 9 de agosto, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. No mesmo dia, o festival também recebe Caetano Veloso convidando Emicida, Os Paralamas do Sucesso com o show de 40 anos de Selvagem?, Sandra de Sá retomando o álbum de 1986, e outras atrações.
O grupo, que vem de Olinda e Recife, carrega influências de maracatu, coco, ciranda, forró, cavalo-marinho e do Manguebeat. Para Tiné, vocalista, e Louise, o repertório do disco ainda faz o público dançar e se emocionar.
O disco que marcou a trajetória
Para a Academia da Berlinda, Nada Sem Ela, lançado em 2016, não é apenas um álbum de dez anos. Ele surgiu após o sucesso de Olindance, que ampliou o alcance da banda. Tiné explica que o disco trouxe músicas importantes, como "Dorival" e "Só de Tu", e representou um momento de responsabilidade para o grupo.
O som da banda é formado por músicos com experiência em percussão, maracatu rural e sambadas do interior. Quando tocam cumbia, lambada ou guaracha, esses ritmos passam por uma interpretação pernambucana. "A gente faz o som que está na gente", diz Tiné, citando referências como Reginaldo Rossi e a guitarrada do Pará.
O reencontro com Louise
Louise, que participou de "Dorival" há dez anos, retorna para o show. Ela destaca que a banda cresceu e que ela está construindo sua carreira solo, com o primeiro EP lançado em julho. "Vai ser um reencontro lindo", afirma a cantora.
A presença de Louise também traz à tona a influência do Manguebeat. Ela é filha de Chico Science, que nos anos 1990 transformou a música pernambucana com a Nação Zumbi. Para ela, a Academia da Berlinda mantém viva a autenticidade da música local, indo além da herança do movimento.
O Manguebeat como base
Tiné vê a Academia da Berlinda como parte de uma linhagem de invenções na música brasileira, que inclui Bossa Nova, Tropicalismo e Luiz Gonzaga. O Manguebeat, segundo ele, foi o combustível que mostrou ser possível manter a tradição e criar uma música voltada para o mundo. "A gente é pós-mangue", afirma, explicando que o movimento inspirou a busca por uma sonoridade própria.


