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Fresno celebra 10 anos de "A Sinfonia de Tudo Que Há" no Doce Maravilha

Por Projeto B News · · 3 min de leitura
Fresno celebra 10 anos de "A Sinfonia de Tudo Que Há" no Doce Maravilha
Crédito: Camila Cornelsen

O Rio de Janeiro recebe neste fim de semana a quarta edição do Doce Maravilha, festival que acontece nos dias 7, 8 e 9 de agosto no Jockey Club Brasileiro, na Gávea. Sob curadoria de Nelson Motta, o evento reúne artistas de gerações e gêneros distintos em apresentações exclusivas.

A programação inclui Caetano Veloso convidando Emicida, Paulinho da Viola ao lado de Maria Bethânia e a Fresno celebrando 10 anos do disco A Sinfonia de Tudo que Há em parceria com a Nova Orquestra. A banda se apresenta na sexta-feira (7), na Noite Doce, às 21h, no palco Bradesco. Antes dela, sobem ao palco Dibob, que marca 25 anos de carreira, e o encontro entre Raimundos e integrantes do Charlie Brown Jr., representados por Thiago Castanho e Marcão Britto.

Em conversa com o TMDQA!, Lucas Silveira relembrou o processo de composição de “Hoje Sou Trovão”, faixa com participação de Caetano Veloso, e contou como está sendo a preparação para reencontrar o repertório orquestrado do álbum ao lado da Nova Orquestra.

Memórias do disco

Lucas Silveira contou que, com o passar do tempo, a banda encontra motivos para revisitar álbuns e eras da carreira. Ele explicou que muitos fãs não acompanham a banda há 20 anos e sentem vontade de viver experiências que não viveram. Por isso, a comemoração de aniversários dos discos se tornou uma prática do grupo.

Sobre A Sinfonia de Tudo que Há, ele disse que o álbum foi lançado em um período em que a banda não estava em grande evidência. A turnê do disco passou por casas menores, com shows para 300 ou 400 pessoas. Agora, com a banda tocando para públicos maiores, surgiu a vontade de revisitar o trabalho com uma orquestra.

Parceria com Caetano Veloso

Lucas Silveira contou que Caetano Veloso é uma referência para a Fresno. A aproximação aconteceu perto da época da composição de “Hoje Sou Trovão”, música criada para servir tanto à banda quanto ao artista. A faixa surgiu em uma fase de influência da música do Nordeste, principalmente na parte harmônica, com uma levada com elementos de baião.

Quando mostraram a música para Caetano, ele aprovou. Lucas destacou que o cantor aposta em projetos sem necessariamente seguir o hype do momento. Na época, a banda estava fora do grande circuito e mesmo assim Caetano participou da faixa.

Encontro com a Nova Orquestra

O show da Fresno no festival vai priorizar as músicas do Sinfonia que têm arranjos orquestrais. O disco conta com seis ou sete faixas com orquestra completa. A apresentação também deve incluir músicas da mesma época, dos álbuns Infinito e Maré Viva, que também têm arranjos de orquestra.

Lucas adiantou que “Diga Parte 2” é uma faixa com arranjo de orquestra que nunca foi tocada ao vivo e que agora vai ser apresentada. O primeiro ensaio aconteceu recentemente e a banda está ansiosa para levar o show ao público.

Serviço

Doce Maravilha 2026: dias 7, 8 e 9 de agosto, no Jockey Club Brasileiro (Praça Santos Dumont, 31, Gávea, Rio de Janeiro). A Fresno com a Nova Orquestra se apresenta na sexta-feira (7), às 21h, no palco Bradesco. Os ingressos custam R$ 441 (inteira), R$ 220,50 (meia), R$ 286,65 (solidário) e R$ 515,97 (passaporte, 2º lote), e estão à venda na plataforma Ingresse. Mais informações no perfil @umadocemaravilha.

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