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Shonen Jump impressa cai abaixo de 1 milhão de cópias

Por Projeto B News · · 2 min de leitura
Shonen Jump impressa cai abaixo de 1 milhão de cópias
Página de entrada do Manga Million. | Imagem: Reprodução

A circulação impressa da revista semanal de mangás Shonen Jump, da editora Shueisha, ficou abaixo de 1 milhão de exemplares por edição entre abril e junho de 2026. A informação é de um relatório da Associação das Editoras de Revistas do Japão. A média no período foi de 985 mil cópias por edição. A medição considera quantos exemplares são impressos e enviados pela editora, e não as vendas ao consumidor final.

A revista vem registrando queda gradual na versão impressa nos últimos anos. O maior pico foi em 1994, com mais de 6,5 milhões de cópias por edição. Em 2017, o número ficou abaixo de 2 milhões pela primeira vez. A queda é atribuída ao avanço das versões digitais e de plataformas como a Shonen Jump+.

Houve também mudança no perfil dos leitores. Em 2009, 62,9% do público tinha menos de 14 anos. Em 2019, a maior fatia (27,4%) era de leitores com 25 anos ou mais, seguida pelo público abaixo de 14 anos, com 26%.

A Shueisha tem apostado em expansão internacional. A plataforma MANGA Plus oferece séries do selo Jump em vários idiomas. Outra iniciativa é o MANGA MILLION, com um milhão de páginas de mangás traduzidas em mais de cem idiomas, disponível até dezembro de 2027.

O mercado digital cresceu 2,9% em 2025 e representa 76,1% das vendas totais. Mas esse crescimento não compensou a queda dos impressos. O setor como um todo caiu 1,7% em 2025, após crescimento contínuo desde 2017. As vendas de volumes físicos recuaram 14,4%, e as de revistas de mangás, 12,7%.

A indústria movimentou 693 bilhões de ienes em 2024, contra 704 bilhões no ano anterior. Entre 2019 e 2020, houve salto de 441 bilhões para 613 bilhões, puxado pela pandemia.

Parte da redução também se deve às lojas de conveniência, que dedicam menos espaço para livros e revistas. Muitos consumidores compram mangás de forma casual nesses locais. Outro fator é a falta de novos títulos de grande apelo, como Jujutsu Kaisen, Oshi no Ko e My Hero Academia, que terminaram em 2024. Apesar da queda, o número de novos volumes no mercado subiu 6,5%, o maior aumento anual desde 2008.

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