ROSALÍA impressiona em estreia da LUX Tour no Rio

A cantora espanhola ROSALÍA se apresentou pela primeira vez no Brasil na noite desta segunda-feira (10), no Rio de Janeiro. O show da “LUX Tour” aconteceu na Farmasi Arena e durou quase duas horas. A apresentação uniu a estética urbana do álbum MOTOMAMI com a produção cênica do disco LUX.
No palco, a artista mesclou coreografias precisas com uma cenografia que ocupou todo o espaço da arena. Uma orquestra ao vivo acompanhou a cantora durante o espetáculo, com arranjos de cordas e metais que deram nova profundidade às canções. A abertura do show teve a orquestra tocando até ROSALÍA surgir de dentro de uma caixa na faixa “Sexo, violencia y llantas”.
A primeira parte do concerto foi marcada pela execução de músicas como “Porcelana” e “Divinize”. A produção visual usou luzes estroboscópicas e tecidos para compor as cenas. Entre uma música e outra, a cantora conversou com o público, lembrou de suas férias no Brasil e brincou sobre as aulas de português, arriscando algumas palavras no sotaque carioca.
Momentos de emoção e versatilidade
Durante a faixa “Mio Cristo piange diamanti”, que encerrou o primeiro ato, ROSALÍA se emocionou e chegou a chorar. O público a ovacionou com gritos de “gostosa”, e a cantora respondeu com sorrisos, ironizando a falta de silêncio na plateia.
No segundo ato, a orquestra se uniu ao techno pesado na faixa “Berghain”. Em seguida, a artista apresentou um solo de dança flamenca com sapateado. O repertório também incluiu sucessos antigos como “SAOKO” e “LA FAMA”, que ganharam versões com arranjos clássicos ao vivo.
Na terceira parte do show, ROSALÍA trouxe o quadro do confessionário. A cantora Marina Sena participou do momento e contou uma história sobre um relacionamento aberto. A resposta da espanhola foi direta: “os homens pedem fogo e depois não aguentam o calor”. Fãs também deram depoimentos durante o show, e um pedido de casamento aconteceu na pista durante a música “Sauvignon blanc”.
Encerramento
No ato final, a artista se aproximou do público no palco B para cantar “La rumba del perdón”. Um turíbulo gigante espalhou fumaça sobre a pista. O encerramento ficou por conta da sequência com “BIZCOCHITO” e “DESPECHÁ”, que animaram a arena, seguidas pela delicada “Magnolias”.
O show no Rio de Janeiro encerrou com um balanço positivo. A produção uniu erudição, estética e música popular em um mesmo espetáculo, sem abrir mão do rigor técnico. A apresentação serviu para consolidar o trabalho recente da cantora, que segue investindo em uma proposta que mistura referências eruditas com a cultura pop.


