Robert Smith critica FIFA e show do intervalo na Copa

A decisão da FIFA de incluir um show musical no intervalo da final da Copa do Mundo de 2026 gerou críticas do vocalista do The Cure, Robert Smith. A competição, que será realizada pela primeira vez de forma conjunta nos Estados Unidos, Canadá e México, incorporou elementos típicos do esporte americano, como os intervalos comerciais durante as pausas para hidratação e o show entre os dois tempos.
Em publicação no Instagram, Smith, torcedor do Queens Park Rangers, criticou a iniciativa. Ele lembrou que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, chamou o show de "espetáculo inovador". O vocalista classificou a mudança como uma descaracterização da tradição da Copa e a chamou de "pão e circo".
Smith se referiu a Infantino como "Infantosser" e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como "Trumpton", após a confirmação de que ambos participariam da entrega do troféu. A mensagem foi encerrada com as hashtags "#fuckfifa" e "#pleasejustfuckoff".
Show de intervalo na final
O show na final da Copa do Mundo de 2026 será uma novidade na história do torneio. Em vez dos tradicionais 15 minutos de intervalo, o tempo de bola parada aumentará para até 30 minutos. A ideia foi inspirada no Super Bowl e idealizada por Chris Martin, vocalista do Coldplay. O espetáculo deve contar com artistas como Madonna, Justin Bieber, Shakira, Burna Boy e o grupo BTS.
A partida entre Espanha e Argentina, atual campeã, está marcada para o próximo domingo (19). A proposta da FIFA tem gerado rejeição entre torcedores e figuras ligadas ao futebol, além de artistas como Robert Smith.
CDs superam vinil em vendas
Em outro segmento cultural, os CDs voltaram a superar os discos de vinil em vendas nos Estados Unidos. Dados recentes mostram um crescimento na procura pelo formato físico, impulsionado por colecionadores e fãs. O fenômeno indica uma nova fase no renascimento da música em formato físico, com o CD ganhando espaço novamente no mercado.


