Rafael Bittencourt: Como o Metal uniu Punk e Rock Progressivo

O guitarrista Rafael Bittencourt, cofundador da banda Angra, afirmou que o Heavy Metal surgiu como um ponto de encontro entre o Punk e o Rock Progressivo. A declaração foi feita durante sua participação no documentário Sons de São Paulo, disponível na Globoplay.
No documentário, Bittencourt explicou sua visão sobre a divisão do Rock nos anos 1970. "Nos anos setenta, o Rock se dividiu muito claramente no movimento Punk, que era o 'do it yourself' – pega a guitarra e faz de maneira despojada, mas dando voz a uma parte da sociedade – e o Rock Progressivo, que era a erudição dentro do Rock", disse.
Para o músico, o Metal conseguiu unir essas duas características. "O Heavy Metal, eu acho, nasce no meio disso, porque ele é despojado, ele é provocador, ele tem a agressividade para provocar, para incomodar um pouco, mas tem a erudição", completou.
O documentário Sons de São Paulo é dedicado à trajetória de importantes nomes do Rock paulista ao longo das décadas. Além de Rafael Bittencourt, o baixista do Angra, Felipe Andreoli, também participou da produção e relembrou momentos marcantes da carreira da banda.
Em outro trecho do documentário, Rafael Bittencourt falou sobre o surgimento do Angra e citou o termo "boyband de Metal espadinha". A expressão foi usada pelo crítico musical Régis Tadeu para descrever a banda e virou piada entre os fãs do grupo.


