Prefeito de SP veta PL de apoio ao rock apesar de pedido de músico

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, vetou integralmente o Projeto de Lei 622/2025, que propunha a criação do Programa Municipal de Fomento ao Rock e suas Vertentes. A decisão foi tomada mesmo após um apelo público do vocalista da banda Dead Fish, Rodrigo Lima.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Rodrigo Lima, em colaboração com a Associação Brasileira de Músicos Independentes (ABMIN), pediu diretamente ao prefeito que sancionasse a proposta. O músico destacou a importância do rock para a história cultural da capital paulista.
“Olá, senhor prefeito Ricardo Nunes, tudo bem? Bom dia. Eu sou Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish, uma banda que nasceu no Espírito Santo, mas eu já sou um paulistano adotado, vivo aqui há 22 anos, trabalhando com arte e música nessa cidade. E venho te pedir, por favor, que assine a PL 0622 de 2025 para o fomento do Rock nessa cidade, que é uma área da cultura muito importante para a memória, para a história e para o hoje dessa cidade. Muito obrigado, senhor Prefeito, e até breve”, afirmou Rodrigo Lima no vídeo.
A manifestação do vocalista fez parte de uma campanha da ABMIN para mobilizar artistas e fãs em defesa do projeto. A proposta previa a criação de mecanismos de apoio ao gênero musical e suas vertentes, com o objetivo de fortalecer artistas, produtores e iniciativas ligadas à cena paulistana.
Justificativa do veto
Na justificativa oficial, publicada em 24 de junho de 2026, Ricardo Nunes afirmou que a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa já adota políticas de fomento baseadas em editais que contemplam diferentes expressões culturais. O prefeito citou o Edital de Apoio à Música como um exemplo de instrumento já existente.
O prefeito também sustentou que o texto aprovado pela Câmara cria obrigações administrativas e financeiras sem previsão de impacto orçamentário. Além disso, argumentou que a proposta trata de matérias cuja iniciativa caberia exclusivamente ao Poder Executivo.
Com o veto integral, o projeto, de autoria dos vereadores Dheison Silva e George Hato, retorna à Câmara Municipal de São Paulo para nova análise dos vereadores.


