
O mundo do rock perdeu uma de suas figuras mais marcantes. Jennifer Finch, baixista da banda L7, morreu aos 59 anos. A notícia do falecimento da artista, considerada uma das pioneiras do movimento grunge, pegou fãs e colegas de surpresa.
A causa da morte não foi revelada pela família. Há alguns dias, a banda havia informado que Jennifer foi diagnosticada com um tipo agressivo de tumor no cérebro, que a deixou bastante debilitada. No início, acreditava-se que o câncer poderia ser tratado com métodos convencionais, mas eles não surtiram efeito e ela teve diversos problemas de saúde.
Prestes a embarcar em uma turnê de despedida, o L7 havia criado uma vaquinha online para arrecadar recursos. A meta foi batida, e a banda afirmou que deixaria o projeto aberto para que as doações fossem usadas nos próximos passos do tratamento.
O perfil oficial de Jennifer Finch no Instagram publicou uma nota anunciando sua morte. O texto diz: "Estamos devastados por anunciar a morte da nossa parceira, irmã, filha e amiga Jennifer Precious Finch. O impacto de Jennifer no mundo da música foi sísmico; o impacto dela nas nossas vidas, até mesmo mais. Agradecemos o interesse e preocupação de todos, obrigado por todas as mensagens carinhosas. Agradecemos algum espaço para nos curarmos em particular durante este período difícil."
Nascida em Los Angeles, Jennifer Finch foi fundamental para moldar o som do L7. Ao lado de Donita Sparks, Suzi Gardner e Demetra Plakas, ela ajudou a quebrar barreiras em uma cena musical dominada por homens. A banda atingiu o estrelato global com o álbum "Bricks Are Heavy" (1992), produzido por Butch Vig. O disco trouxe hinos como "Pretend We're Dead" e "Shitlist". Duas faixas do álbum foram escritas por ela: "One More Thing" e "Everglade", esta última em parceria com Daniel Rey.
Além de musicista, Jennifer era um símbolo de rebeldia e empoderamento. Suas contribuições ajudaram a pavimentar o caminho para o movimento Riot Grrrl. Sua atitude punk, os cabelos coloridos e a presença de palco a tornaram um ícone visual de uma geração. Finch e suas companheiras de banda foram fundamentais na criação do evento beneficente Rock For Choice, em defesa dos direitos reprodutivos das mulheres, que reuniu nomes como Nirvana, Pearl Jam e Rage Against the Machine.
Após deixar o L7 em 1996, Finch explorou outros projetos musicais, como OtherStarPeople e The Shocker, além de se dedicar à fotografia. Ela retornou ao L7 durante a reunião da banda em 2014. A morte de Jennifer Finch aos 59 anos deixa um vazio no rock alternativo. Fãs ao redor do mundo prestam homenagens nas redes sociais.
Duas figuras do rock mundial postaram homenagens a Jennifer antes do anúncio oficial. Courtney Love, líder do Hole, compartilhou uma foto de Jennifer sem texto. Já Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers, escreveu: "Jennifer Finch para sempre. Que pessoa maravilhosa, divertida, inteligente e pra cima. Que luz foda! Que roqueira! Você sempre fez eu me sentir bem. Te amo pra sempre, minha amiga."


