Projeto B News
Notícias

Max Cavalera explica ousadia do Sepultura em "Chaos A.D.

Por Projeto B News · · 2 min de leitura
Max Cavalera explica ousadia do Sepultura em "Chaos A.D.
Crédito: reprodução

Lançado em 1993, o álbum Chaos A.D. representou um dos momentos mais importantes da carreira do Sepultura. Após estabelecer seu nome no cenário mundial do Metal com a trilogia Schizophrenia (1987), Beneath the Remains (1989) e Arise (1991), a banda decidiu abandonar a fórmula que a havia levado ao sucesso e explorar novos caminhos sonoros.

Tal mudança, que seria aprofundada anos depois em Roots (1996), começou em Chaos A.D., surpreendendo parte dos fãs da época. Em entrevista ao programa Mystic Festival, o vocalista e guitarrista Max Cavalera relembrou o período de criação do álbum e comentou sobre a atual turnê em que executa o disco na íntegra ao lado do irmão, Iggor Cavalera.

Ao recordar o processo de gravação, Max destacou que Chaos A.D. nasceu justamente da vontade de romper com as expectativas criadas pelo sucesso de Arise. Segundo ele, repetir a fórmula anterior nunca foi uma opção: "É bem diferente do antecessor. E me lembro de muita gente perguntando: 'Será que vão fazer 'Arise Parte II', ou vão tentar algo diferente?' E optamos pela segunda opção. Adoro o 'Arise', mas é difícil superá-lo. Entre os três, 'Schizophrenia', 'Beneath The Remains' e 'Arise', é uma trilogia de discos de Death/Thrash quase perfeitos. É difícil superar isso."

Segundo Max, a banda seguiu um caminho diferente: "Queríamos desacelerar tudo, simplificar e tentar fazer músicas mais sólidas. É um disco estranho para mim também, porque tem muitas músicas semi-instrumentais, como 'We Who Are Not As Others' e 'Kaiowas'. Temos uma cover no meio, uma cover do New Model Army, que é ótimo. 'The Hunt' é meio que... adoramos New Model Army e pensamos: 'Que se dane. Vamos colocar no disco.' É o tipo de coisa que fizemos. Sem regras."

Quinto disco do Sepultura, Chaos A.D. ajudou a consolidar a banda na cena internacional. Além de representar uma importante transformação artística, o álbum marcou a consolidação definitiva do Sepultura no mercado fora do Brasil. O disco conquistou disco de ouro nos Estados Unidos, ultrapassando a marca de 500 mil cópias vendidas.

Ao lado de Roots, o disco permanece até hoje entre os trabalhos de estúdio mais vendidos e influentes da trajetória da banda brasileira.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X