Living in the Shit volta após 30 anos com disco inédito "Corais

A banda alagoana Living in the Shit anunciou o retorno com o lançamento de um novo álbum de estúdio, “Corais”, quase 30 anos após seu primeiro disco. O grupo, conhecido como o único não pernambucano associado ao movimento mangue beat, também divulgou o single “Agridoce” como prévia do projeto.
O novo trabalho está previsto para 2026 e contará com seis músicas inéditas e seis releituras de demos. As letras abordam temas como desinformação, manipulação digital e o impacto ambiental do turismo de massa, mantendo o espírito contestador da banda, que surgiu nos anos 1990 durante as manifestações pelo impeachment de Fernando Collor.
O cofundador Marcelo Quintella explicou que a ideia do disco surgiu da vontade de finalizar a pré-produção do que seria o segundo álbum do grupo, interrompida em 1998 por falta de verba. “Resolvemos fazer releituras daquelas composições e, posteriormente, sentimos a necessidade de também compor novas músicas”, disse em nota.
O álbum conta com participações especiais do cantor Wado, do mestre de coco de roda Jurandir Bozo, da artista Lore B, do guitarrista Fábio Trummer e do percussionista Wilson Santos. A produção foi feita pelos irmãos Quintella e Castor Daudt, com mixagem de Greg Norman no estúdio Electrical Audio, de Steve Albini, e masterização de Matthew J. Barnhart.
O single “Agridoce”, que conta com Jurandir Bozo, revisita a música “Rojão”, do álbum de estreia “Chá Magiológico” (1995). A letra aborda a experiência de Marcelo Quintella como imigrante na Europa e nos Estados Unidos, em meio ao aumento da xenofobia em várias partes do mundo.
“Corais” será lançado de forma independente pelo selo Underground Signal, de Nova Iorque, em vinil, CD e plataformas digitais. O primeiro disco da banda, “Chá Magiológico”, está fora de catálogo e os registros da época são escassos na internet.


