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Exposição em SP celebra 50 anos de Alcione

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Exposição em SP celebra 50 anos de Alcione
Foto: © 2025 Ana Mello Fotografia

A exposição “Com Amor, Alcione” está em cartaz até 6 de dezembro no Museu das Favelas, no Centro Histórico de São Paulo, com entrada gratuita. Em sua primeira itinerância, a mostra reúne mais de 650 itens do acervo pessoal da cantora e ganhou um módulo dedicado à relação da artista com a capital paulista e às migrações que ajudaram a formar a cidade. O espaço também conta com uma sala de LPs, cassetes, CDs e uma jukebox interativa com karaokê.

A exposição celebra os 50 anos de carreira de Alcione. Nos sete ambientes do museu, o público pode ver fotografias raras, vídeos, prêmios, objetos pessoais, figurinos e registros musicais. As imagens passeiam pela infância e pela família da cantora, passam pelos desfiles da Mangueira e registram encontros com Cartola, Clara Nunes, Elke Maravilha, Pelé, Maria Bethânia, Gal Costa, Martinho da Vila e Cher.

Trajetória e raízes

Antes de chegar a São Paulo, a exposição foi apresentada no Centro Cultural Vale Maranhão, em São Luís, entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026. Na versão paulistana, uma sala conta uma linha do tempo da história do Brasil com um texto lido na voz da artista. O núcleo insere Alcione numa história maior, formada por pessoas que deixaram suas terras e transformaram culturalmente a cidade.

A presença do Maranhão atravessa toda a mostra, com elementos do Bumba Meu Boi. Segundo o curador Gabriel Gutierrez, uma das escolhas de Alcione foi preservar a ligação com suas raízes enquanto ampliava o alcance da própria obra. Um dos espaços mais visitados é a sala com dez manequins com vestidos usados pela cantora em desfiles da Mangueira e o figurino usado no Rock in Rio. Ao redor, Mourões coloridos foram confeccionados por artistas conterrâneos de Alcione, envolvendo integrantes do Boi da Floresta e do Boi de Leonardo.

Discos marcantes

A parte dedicada à discografia reúne capas de discos, fitas cassete e CDs lançados em diferentes períodos. Durante a inauguração, Alcione citou dois trabalhos importantes em sua carreira: “E Vamos à Luta”, de 1981, com música de Gonzaguinha, e “Gostoso Veneno”. A cantora também destacou que teve uma turma de compositores muito bons compondo para ela.

Poucas semanas antes da inauguração, Alcione dividiu o palco com Zeca Pagodinho e Jorge Aragão no evento O Maior Encontro do Samba, em São Paulo. O repertório passou por músicas como “Sufoco”, “Gostoso Veneno”, “Você Me Vira a Cabeça”, “Estranha Loucura” e “Não Deixe o Samba Morrer”. A exposição tem curadoria de Deyla Rabelo, Gabriel Gutierrez e Luciana Gondim, com curadoria institucional do jornalista Jairo Malta.

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