Dubladores de Witch Hat Atelier falam sobre animê

O lançamento do animê de Witch Hat Atelier foi muito aguardado pelos fãs que já conheciam a história de Coco e cia. no mangá. A dublagem em português também era muito esperada, para saber quem daria a voz nacional para personagens tão queridos.
A convite da assessoria de imprensa da Crunchyroll, o JBox entrevistou parte da equipe de dublagem da produção, incluindo Helena Violante, voz nacional da Coco, Lucas Gama, voz nacional de Qifrey e Guilherme Marques, diretor de dublagem. O papo aconteceu de forma virtual no dia 27 de maio.
Na transcrição, os maneirismos e modos de falar dos dubladores foram mantidos dentro do possível, mas por vezes foram retirados para manter uma melhor fluidez no texto escrito.
Perguntado sobre o contato anterior com a obra, Guilherme Marques disse que não tinha pleno conhecimento da obra antes. Ele explicou que tomou pé quando chegou o projeto, com o primeiro trailer já dublado. O diretor contou que procurou saber o que era, tomar conhecimento dos mangás, do fandom, do que já existia. Como já estava em publicação oficial, a equipe correu atrás da publicação oficial, conversou com a Panini para entender os termos e adaptações para falar a mesma língua tanto do mangá quanto do anime.
Lucas Gama afirmou que não conhecia a obra. O primeiro contato foi com o teste e ele ficou muito entusiasmado. Depois que viu o trailer, percebeu que todo mundo ficou empolgado e aceitou bem a equipe. Ele disse que está sendo uma experiência incrível e que Witch Hat Atelier está sendo seu anime de conforto, lendo o mangá para entender mais do Qifrey.
Helena Violante também não sabia do mangá e descobriu quando fez o teste e viu o trailer. Ela disse que está curtindo muito dublar e que o anime já está no top três de animes favoritos dela.
Sobre a adaptação de termos, Guilherme Marques explicou que a equipe foi conversando junto com o pessoal de tradução da Crunchyroll, pegando o que já existia de base na tradução oficial da Panini. Eles mandaram um glossário para entender termos, nomes e propostas. O diretor destacou que o maior desafio não foram os termos técnicos, mas sim a Tetia e a Richeh, que têm uma característica de falar em terceira pessoa. A equipe entendeu que era importante manter aquilo para as personalidades das personagens.
Helena Violante, sobre a construção da Coco, disse que usa uma técnica de imaginar como estaria na situação da personagem, na situação da cena. Ela tenta trazer a verdadeira emoção dentro de si para deixar o mais natural possível e o mais parecido possível com o áudio original.
Lucas Gama, sobre o Qifrey, afirmou que uma das partes mais divertidas de fazer o personagem é a margem para brincar de várias formas. Ele disse que o personagem é paciente e tranquilo, mas se tiver que passar por cima de qualquer um para conseguir o que quer, ele vai passar. O dublador explicou que o original já entrega muita coisa e que ele só vai embarcando junto com o personagem.


