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Dia D": ação, mistério e drama em obra-prima de Spielberg

Por Projeto B News · · 2 min de leitura
Dia D": ação, mistério e drama em obra-prima de Spielberg
Crédito: divulgação

O filme "Dia D", dirigido por Steven Spielberg, combina ação, mistério e drama com atuações marcantes. Em cartaz nos cinemas a partir desta quinta-feira (11), o longa começa com uma atmosfera que lembra uma trama de espionagem à la James Bond, com abertura ágil e clima de conspiração.

A introdução mais estilizada logo dá lugar a uma virada narrativa, quando o filme aposta no mistério envolvendo o planeta e suas implicações, mudando o tom de ação clássica para um suspense mais investigativo. Mesmo com a transição de gêneros funcionando bem, o roteiro não escapa de algumas conveniências evidentes.

O fato da protagonista Margaret Fairchild, vivida por Emily Blunt, ser repórter parece pensado para facilitar a exposição da denúncia em rede televisiva. Já a ex-noviça Jane Blankenship, papel de Eve Hewson, namorada do anti-herói Daniel Kellner, interpretado por Josh O'Connor, surge como uma figura religiosa que serve para inserir o debate sobre fé na trama. São soluções funcionais, mas um pouco artificiais.

A história acompanha uma jornalista (Blunt) que é a "Garota do Tempo" em um telejornal de Kansas, nos Estados Unidos. Ela se vê envolvida em uma conspiração global após o surgimento de evidências ligando eventos políticos e científicos a um fenômeno misterioso fora da Terra. Ao lado de um hacker (O'Connor) com passado problemático, ela corre contra o tempo, já que o agente Noah Scalon, vivido por Colin Firth, não vai medir esforços para detê-los.

No elenco ainda estão Colman Domingo, Wyatt Russell, Elizabeth Marvel, Henry Lloyd-Hughes e Gabby Beans, que se destaca por uma participação no final do longa. A fotografia é um dos pontos mais fortes, com enquadramentos que reforçam tanto a dimensão épica quanto a intimidade dos personagens.

Na produção, Emily Blunt entrega uma atuação que pode ser lembrada no Oscar de 2027. Ela constrói uma personagem complexa, alternando força e vulnerabilidade com naturalidade. O filme também acerta no equilíbrio de tons: a ação é bem coreografada, o drama tem peso real e momentos de humor surgem de forma orgânica. "Dia D" já está em cartaz nos cinemas brasileiros.

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