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5 hinos do rock complexos demais para tocar ao vivo

Por Projeto B News · · 3 min de leitura
5 hinos do rock complexos demais para tocar ao vivo
Reprodução/Spotify

Para muitos fãs de rock, ouvir as músicas preferidas ao vivo é uma experiência única. No entanto, nem todas as composições foram feitas para funcionar diante de uma plateia. Muitos artistas reconhecem que determinadas canções foram construídas de maneira tão complexa dentro do estúdio que sua reprodução ao vivo se tornou um desafio. Por isso, muitas vezes os responsáveis preferiram não as incluir nos shows.

Os Beatles e Brian Wilson são alguns dos artistas que passaram a explorar as possibilidades de gravação nos Anos 60, incluindo em suas obras camadas de instrumentos, efeitos, arranjos complexos e experimentações de produção que impossibilitaram que certas músicas fossem apresentadas nos palcos. Já na década de 1970, o desafio também atingiu bandas como o Led Zeppelin, que apostou em mudanças de compasso e estruturas expansivas em algumas composições.

Decepcionando muitos fãs, existem músicas emblemáticas de lendas do Rock que foram retiradas dos setlists ou que nunca foram tocadas ao vivo. A seguir, confira uma lista com cinco exemplos de hinos que se encaixam nesta categoria.

Led Zeppelin – “Four Sticks”

A música “Four Sticks” é um dos principais exemplos de como os experimentos de estúdio do Led Zeppelin chegaram a um nível difícil de ser reproduzido ao vivo. A faixa apresenta uma estrutura rítmica incomum, que exigia que John Bonham tocasse com duas baquetas em cada mão. Mesmo sendo considerado um dos maiores bateristas da história do rock, Bonham encontrou dificuldades para executar a música no palco. Existe apenas uma gravação conhecida da banda tentando tocá-la ao vivo, em Copenhague, em 1971. Depois desse dia, a faixa foi retirada do repertório.

Nine Inch Nails – “The Perfect Drug”

O Nine Inch Nails contribuiu com a trilha sonora do filme Lost Highway, de David Lynch, com a faixa “The Perfect Drug”, que virou um sucesso e parecia ser uma boa opção para integrar os shows da banda. Porém, Trent Reznor passou cerca de duas décadas evitando levar a faixa para os palcos. A música só foi apresentada ao vivo pela primeira vez em 2018, no Red Rocks Amphitheatre. Apesar de Reznor ter afirmado que simplesmente não gosta da faixa, seu solo de bateria extenso pode ter contribuído para a decisão de não incluí-la nos shows.

The Who – “Summertime Blues”

Apesar de o The Who ter incluído “Summertime Blues” em boa parte dos shows realizados no auge da banda, entre o final dos Anos 60 e início dos Anos 70, a música não integrou mais nenhuma performance após a morte do baixista John Entwistle, em 2002. Os relatos apontam que o falecido baixista contribuiu com algo fundamental para a faixa, que não pôde ser replicado nem mesmo por seu substituto, Pino Palladino. A linha de baixo é um dos elementos centrais da música, além de Entwistle também ter registrado os vocais graves da canção.

“Weird Al” Yankovic – “Hardware Store”

Em muitos casos, certas músicas não são tocadas ao vivo por conta de alguma parte específica. Mas “Hardware Store”, do músico “Weird Al” Yankovic, atingiu outro nível de dificuldade: praticamente todas as partes da música são quase impossíveis de serem reproduzidas. Além de Al fazer diversas harmonias consigo mesmo em diferentes momentos, a canção cômica apresenta uma letra extremamente densa, proferida com uma velocidade impressionante, que dificilmente seria lembrada na íntegra por seu intérprete.

The Beatles – “Tomorrow Never Knows”

A música “Tomorrow Never Knows” representa uma das experiências mais ousadas dos Beatles dentro do estúdio. A faixa que encerra o disco Revolver foi desenvolvida a partir de loops de fita extremamente complexos, overdubs e efeitos que ampliaram os limites da produção musical em 1966. Mesmo que o quarteto tivesse decidido voltar à estrada, é improvável que essa faixa fosse escolhida para o repertório, já que sua complexidade tornava a execução ao vivo praticamente inviável.

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