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5 discos com capas perfeitas e inesquecíveis

Por Projeto B News · · 3 min de leitura
5 discos com capas perfeitas e inesquecíveis
Crédito: reprodução

Antes da era do streaming, a capa de um disco costumava ser o primeiro contato do público com o universo de um artista. Em alguns casos, a arte conseguiu representar com precisão o que o ouvinte encontraria ao colocar o álbum para tocar; em outros, despertava curiosidade enquanto criava um mistério em torno da obra.

Ao longo dos anos, algumas capas foram tão aclamadas que chegaram a ultrapassar os limites da indústria musical e se tornaram verdadeiros ícones da cultura pop. Seja pela história por trás de sua criação ou por capturar a essência do álbum, diversas bandas, que vão desde a cena psicodélica até representantes do indie rock, conseguiram encontrar na arte visual a tradução ideal para suas ideias.

A seguir, confira uma lista com cinco discos que marcaram a história da música com suas capas.

5. 13th Floor Elevators – The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevators (1966)

Considerada uma pioneira não reconhecida do rock psicodélico, a banda 13th Floor Elevators ficou conhecida por ter usado pela primeira vez o termo "rock psicodélico" em um cartão de visitas. O músico Tommy Hall, que usou uma chaleira elétrica na gravação do disco de estreia, é creditado como o criador da expressão. Com cores vibrantes, formas caleidoscópicas e elementos enigmáticos como um olho e uma pirâmide, a arte da capa expressa a atmosfera alucinógena e experimental presente nas músicas.

4. The Strokes – Is This It (2001)

O The Strokes apresentou ao público uma das capas mais emblemáticas do indie rock com seu álbum de estreia Is This It. A fotografia de Colin Lane mostrando uma mão enluvada sobre o corpo de uma mulher pode não transmitir equivalências sonoras diretas, mas ao dar play na faixa-título, a conexão entre o som e a imagem surge. A foto nasceu de forma despretensiosa, sem um conceito elaborado, mas capturou o charme e a atitude descolada que fizeram o disco revolucionar a cena do rock no início do século XXI.

3. Pink Floyd – Animals (1977)

A capa de Animals do Pink Floyd é um exemplo clássico de quando imagem e conceito caminham lado a lado. Roger Waters teve a ideia de enviar um porco inflável para o alto da usina elétrica de Battersea, em Londres, por achar que isso capturava a essência do álbum inspirado em A Revolução dos Bichos. Em entrevista à Rolling Stone, ele disse: "Achei que tinha algumas boas conexões simbólicas com o Pink Floyd daquela época. Primeiro, pensei que fosse uma usina elétrica, o que é bem óbvio. E segundo, que tinha quatro pernas. Se você a invertesse, virava uma mesa."

2. Godspeed You! Black Emperor – F# A# ∞

A banda canadense de post-rock Godspeed You! Black Emperor encontrou a maneira exata de expressar na capa do disco de estreia a atmosfera sombria que acompanha as faixas. A arte perturbadora transmite a sensação de isolamento e devastação, como se observasse o fim de tudo à distância. Assim como as músicas, provoca desconforto e fascínio ao mesmo tempo, funcionando como uma extensão do contexto das faixas.

1. Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (2006)

Com o disco de estreia Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, o Arctic Monkeys popularizou novamente o indie rock depois do The Strokes. A capa, com a foto de Chris McClure, amigo da banda, fumando um cigarro, expressava o espírito das músicas do álbum, que retratavam a vida noturna do norte da Inglaterra. A imagem foi registrada no Korova Bar, em Liverpool, nas primeiras horas da manhã. Quase duas décadas depois, a capa continua parecendo ligada ao seu tempo e, ao mesmo tempo, atemporal.

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